terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Espanha em choque com aumento de 11% na electricidade (notícia do jornal "i")



Governo vai investigar manipulação de preços em leilão de eléctricas em que participou uma empresa do grupo EDP

O preço da electricidade em Espanha vai subir, ou disparar, nas palavras da imprensa local, 11% em Janeiro de 2014. É o resultados do leilão de energia entre as comercializadores de electricidade realizado ontem de manhã, e que resultou numa subida dos preços grossistas de 10,5%. A este valor é preciso juntar o aumento entre 1% e 2% dos activos regulados, que foi já definido pelo ministro da Indústria, José Manuel Soria. O preço pode subir entre 11% e 13%.



O leilão estabeleceu um preço por megawatt-hora de 61,83 euros, superior quase 30% ao registado na anterior operação. Este leilão é responsável por cerca de metade do preço final da electricidade dos clientes da tarifa de último recurso espanhola, que abastece cerca de 20 milhões de consumidores entre famílias e pequenas empresas. Participam as grandes eléctricas espanholas, que também estão em Portugal - Endesa, Gas Natural, Iberdrola, Fenosa, a alemã E.On e a EDP, através da Hidrocontábrico.
Apesar de não ser totalmente inesperado, um aumento desta dimensão - que corresponde a quatro vezes a subida de 2,8% aprovada em Portugal - está a provocar ondas de choque do outro lado da fronteira. É o quarto aumento consecutivo do preço, que tal como em Portugal tem revisões trimestrais. Em 2013 houve três aumentos e uma descida, o que resultou numa subida


acumulada de 4,5%.
Segundo o "El País", o preço da energia eléctrica subiu mais de 80% na última década. Dados do Eurostat, citados pelo jornal espanhol, mostram que o preço da electricidade em Espanha para famílias era o sexto mais alto da União Europeia a 28 no primeiro semestre. Portugal estava em 10.o lugar. Desde 2008, os preços espanhóis registaram o terceiro maior agravamento da UE, 63%. No mesmo período, a electricidade em Portugal subiu, em termos nominais, 40%.
Além de enfrentar os factores de agravamento do custo da energia, o mercado espanhol sofre de um défice tarifário crónico que as autoridades estão a tentar resolver há vários anos.
Enquanto em Portugal a dívida dos consumidores ao sistema eléctrico é reconhecida e o seu pagamento está assegurado e calendarizado, o que permite às eléctricas anteciparam proveitos com titularização, em Espanha há receitas reivindicadas pelas empresas que não são aceites.

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